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Especificações Técnicas

PRATICIDADE
O MORPHEUS foi concebido como uma unidade móvel leve e versátil para facilitar sua movimentação no consultório dentário, assim:
  • Recomenda-se seu posicionamento próximo ao profissional durante os
procedimentos de anestesia;
  • Afastá-lo após o uso para um ponto mais distante da área de trabalho durante o tempo restante da consulta para facilitar a movimentação do profissional.

MODULAR
A rápida montagem e desmontagem das partes facilita o transporte entre diferentes locais de trabalho.

O sistema computadorizado MORPHEUS de anestesia dental é completo:
preciso, robusto e com sofisticados recursos digitais.
Oferece nove (9) técnicas anestésicas residentes no equipamento bastando
escolher no teclado aquela de melhor indicação para cada caso.
Oferece também a alternativa de se programar posologias específicas para
pacientes pediátricos e pacientes especiais como gestantes, hemofílicos e
outros, bastando para isto escolher uma entre:
• 10 velocidades de injeção que vão de 0.1 até 1.0 ml/minuto (máxima velocidade segura), e
• 30 doses que vão de 0.05 a 1.50 ml (volume do cartucho = 1.8 ml).

Graças a sua automação no MORPHEUS, as chamadas Técnicas Convencionais, tradicionais na clínica odontológica, poderão ser administradas com absoluta segurança no tocante à velocidade de aplicação.

As Técnicas Avançadas são recursos verdadeiramente inovadores dentro da Anestesiologia Odontológica, uma exclusividade do MORPHEUS, garantida por patente autorizada nos EUA (U.S.Pat. #6,139,529).

Força e Repetitividade
Engenharia robusta que permite injetar com máxima precisão e regularidade em
tecidos com qualquer tipo de resistência .
Controle Inigualável
Precisão na velocidade de injeção (vazão) e exatidão na dose.
Manejo leve e fácil condução da agulha.
Conforto e Segurança
Anestesias eficazes, seguras e sem dor.
Só uma máquina como o MORPHEUS oferece qualidade em anestesia na
maioria absoluta de casos.

COMO ANESTESIAR

PASSO 1 – Punção inicial (durante a picada da agulha)
PASSO 2 – Introdução da agulha (durante o acesso ao ponto a ser anestesiado)
PASSO 3 – Injeção do líquido anestésico (durante a anestesia propriamente dita)

Os PASSOS 1 e 2 serão realizados utilizando-se a FUNçãO INTRODUZIR, do MORPHEUS. Esta função entrega uma velocidade de injeção especialmente lenta justamente para propiciar uma penetração muito suave do líquido anestésico e assim, evitar a dor. é uma função residente no MORPHEUS, i. é, já vem pré programada, não sendo possível apagá-la. A função INTRODUZIR é acionada com o pé empurrando o pedal para o lado esquerdo.

O PASSO 3 será realizado utilizando-se a FUNçãO INJETAR. Esta função entrega velocidades de injeção variadas conforme a técnica escolhida: para cada uma das 09 técnicas anestésicas residentes no MORPHEUS existe uma Velocidade de Injeção específica sendo que todas as vazões foram ajustadas para impedir a ocorrência de dor e efeitos colaterais. A função INJETAR é acionada com o pé empurrando o pedal para o lado direito.

PASSO 1 – Punção inicial (detalhamento):

A punção inicial deve ser feita sempre na faixa da gengiva inserida (aderida) tanto da arcada superior, como da inferior.
A gengiva inserida é o tecido presente em toda a face vestibular nas duas arcadas dentárias, sendo rica em fibras colágenas. Trata-se, na realidade, de um espessamento da mucosa – espécie de “calo” formado pela aposição de fibras colágenas resultante da massagem alimentar sobre a gengiva – as terminações nervosas acabam ficando num plano mais profundo em relação à superfície tecidual.
Por esta razão, deve-se trabalhar com a agulha sempre num plano o mais superficial possível para que a Punção inicial seja coroada de sucesso pela ausência total de dor.

A) Acione o pedal para a esquerda e verifique o gotejamento do anestésico na ponta da agulha (Note que o anestésico deve ser injetado de forma contínua durante todo o PASSO 1).

B) Encoste a agulha com leve pressão sobre o tecido gengival. A inclinação da agulha em relação ao plano tecidual deve estar o mais paralela possível.
C) Deslize suavemente a agulha para frente até que todo o seu chanfro seja introduzido no interior da gengiva. A agulha deve ficar o mais superficial possível, sendo vista, por transparência tecidual, no interior da gengiva.

D) Injete o volume médio de 0.10ml. Esta quantidade de anestésico irá
garantir que o “botão” anestesia atinja profundidade suficiente para que o
início do PASSO 2 – “Introdução da agulha”, também ocorra sem a
presença de dor.

E) Retire a agulha e aguarde 5 segundos.

Nota: este procedimento de punção dispensa o uso de anestésico tópico. O PASSO 1 é feito de forma idêntica para todas as 09 técnicas anestésicas residentes no MORPHEUS, exceto a INFILTRATIVA (Fundo de Saco - Programa 01) e a REGIONAL DE MANDíBULA (Programa 02).
A técnica anestésica PALATINA (Programa 03) requer a mesma seqüência indicada acima (vestibular na gengiva inserida), porém, via palato.
segundos.

PASSO 2 – Introdução da agulha (detalhamento):
A) Acione novamente o pedal para a esquerda e verifique o gotejamento do anestésico através da agulha, como no PASSO 1;
(Note que, também aqui, o anestésico deve ser injetado de forma
contínua durante todo o PASSO 2)

Nota: O ponto de Introdução da agulha é o mesmo onde foi feita a Punção inicial. Os tecidos já estarão anestesiados pelos procedimentos do PASSO 1. A inclinação da agulha muda agora para 45 graus em relação ao plano tecidual.

B) Introduzir inicialmente todo o chanfro da agulha; esperar por 3 segundos com a agulha parada, enquanto o anestésico continua sendo injetado.

C) Continuar a introdução da agulha até sentir que tocou o osso.

D) Girar a angulação da agulha deslizando-a na parede óssea até a região periapical. Note que para a introdução da agulha deve-se injetar um pouco de anestésico, esperar 3 segundos para o estabelecimento da anestesia nos tecidos e, em seguida, introduzir a agulha mais um pouco e assim por diante, até que a agulha alcance a região periapical, onde será realizado o PASSO 3 (injeção da DOSE propriamente dita).

é importante saber que em todos os PASSOS (1,2 e 3) o anestésico chega aos tecidos com velocidades de injeção residentes e ajustadas no MORPHEUS para que os tecidos sejam anestesiados antes da ocorrência de dor.

PASSO 3 – Injeção da Dose (detalhamento):

A) A agulha estando posicionada no ponto indicado pela Técnica escolhida, acione o pedal para a direita conforme figura abaixo, sentido INJETAR, e espere até que todo o volume da DOSE tenha sido injetado.

B) Ao final da dose ouve-se um BIP e o Display apresenta a mensagem “ Fim de DOSE”. Retire a agulha.

Cada uma das 09 Técnicas anestésicas residentes no MORPHEUS tem uma DOSE ajustada para produzir anestesia eficaz com duração média entre 1h e 1h30min. na grande maioria dos casos. Desvios decorrentes de condições fisiológicas individuais ou de especificações da droga anestésica podem ser corrigidos para maior, com DOSE adicional e para menor, com interrupção antes do “Fim de Dose”. Normalmente, anestésicos com vasoconstritor
aplicados com o MORPHEUS tem efeito mais duradouro. Isto porque, sendo a velocidade de aplicação muito baixa, o efeito de vaso constrição fecha
os vasos rapidamente impedindo que a droga permeie por espaços mais amplos, ficando restrita e concentrada no local da aplicação, portanto melhor
aproveitada em seu efeito.
IMPORTANTE: Necessidade especiais de volumes anestésicos diferentes dos oferecidos em cada uma das 09 Técnicas anestésicas residentes no
equipamento podem ser atendidas através de programações personalizadas nos programas entre 11 e 20 “POSOLOGIA”.

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Técnicas Convencionais

01 – INFILTRATIVA (fundo de saco)
02 – BLOQUEIO/MANDíBULA                                                              03 – PALATINA
04 – INTRALIGAMENTAR

01 - INFILTRATIVA 

LEMBRETES:
• Utilizar agulha – G 30 Curta
•Utilizar anestésico tópico
•é necessário ASPIRAçãO
•A TASA tem grandes vantagens sobre a Técnica Infiltrativa em todos os pontos.VEJA AS DIFERENçAS:

INFILTRATIVA (UTILIZANDO O MORPHEUS)
Baixa toxicidade / DOSE = 0.6 ml Maior toxicidade.
Maior conforto / Anestesias mais localizadas nos dentes Maior efeito sobre os tecidos da face Maior eficácia (reconhecidas como anestesias de melhor qualidade).
Sem dor.
Latência - Ultra rápida / O anestésico é depositado mais próximo do ápice radicular.

TASA INFILTRATIVA (UTILIZANDO O MORPHEUS)
Maior toxicidade / DOSE = 1.5 ml.
Apresenta dor / principalmente a punção inicial.
Maior tempo para a anestesia se estabelecer.

As correlação entre as técnicas anestésicas TASA e INFILTRATIVA nos mostra que a indicação de utilização da técnica INFILTRATIVA no lugar da  técnica anestésica TASA só é válida para casos específicos.

02 – BLOQUEIO/MANDíBULA

LEMBRETES:

• Utilizar agulha – G 27 Longa
•Todos os procedimentos quando realizados utilizando a seringa tradicional (carpule) para a Técnica de
Bloqueio de Mandíbula devem ser respeitados e mantidos utilizando o MORPHEUS.
• Estando a agulha já posicionada para o início da INJEçãO da DOSE, deve-se fazer uma
ASPIRAçãO, tocando com o pé na tecla posicionada na parte superior da PEDALEIRA.

03 – PALATINA (SEM DOR) - QUEBRA DE PARADIGMA

PROGRAMADO NO MORPHEUS NA POSIçãO: 03 – PALATINA
1. NíVEL TECIDUAL / Subperiósteo
Indicada para todos os dentes da maxila em adultos e crianças. Resultados semelhantes ao da TASA (via vestibular).
2. NíVEL TECIDUAL / Supraperiósteo – Bloqueio do nervo Esfenopalatino Longo (forame incisivo)
Indicada para a região anterior da maxila.
3. NíVEL TECIDUAL / Supraperiósteo – Bloqueio do nervo Palatino Maior
Indicada para a região posterior da maxila (unilateral).

Robertse, D. H. & Sowray.
“As anestesias subperiósteas aplicadas no palato igualmente às aplicadas vestibularmente provocam dor”.
“Todas as injeções no palato são normalmente doloridas, mesmo quando se toma muito cuidado, devido à firmeza dos tecidos nesta região e sua inabilidade em absorver a solução rapidamente, ocorrerá o descolamento do mucoperiósteo palatino, provocando dor e hipersensibilidade do palato, que pode durar vários dias”.

INDICAçõES (toda a maxila):

TéCNICA ANESTéSICA PALATINA – NíVEL SUBPERIOSTAL é indicada:

• Para os mesmos procedimentos onde estão indicados a Técnica Anestésica Subperióstea Avançada (TASA):
Dentística, Endodontia, Implantodontia, Periodontia, Preparo protético em dentes vivos, entre outros.
• As anestesias aplicadas por via palatina em dentes anteriores da maxila, por não atingirem os tecidos moles
da face e, dessa forma, não interferirem na mímica facial, facilitam os ajustes estéticos para melhor adequar a
linha do sorriso de jaquetas e próteses fixas.

VANTAGENS

• Aplicação anestésica totalmente indolor – a Velocidade de Injeção (VAZãO) foi ajustada no MORPHEUS para
garantir injeções anestésicas no palato com total conforto.
• Dar conforto ao paciente no evitar anestesias nos tecidos moles.

LEMBRETES:

• Utilizar agulha – G 30 Curta.
• Não é necessário anestésico tópico.
• Não é necessário ASPIRAçãO.
• PROCEDIMENTO ANESTéSICO EM 3 PASSOS (Lembrete: A PUNçãO INICIAL E INTRODUçãO DA AGULHA
são iguais ao da Técnica Anestésica Subperióstea Avançada (TASA).

BLOLQUEIO DO NERVO ESFENOPALATINO LONGO (forame incisivo).
As anestesias da região anterior maxila pela Técnica Anestésica PALATINA – NíVEL


SUPRAPERIOSTAL é indicada:

• Cirurgias periodontais na fibromucosa palatina (região anterior).
• Anestesia de complementação quando se intervêm em dentes anteriores da maxila.
•Anestesia de complementação para outros tipos de cirurgia.

VANTAGENS

• Aplicação anestésica totalmente indolor – a Velocidade de Injeção (VAZãO) foi ajustada no MORPHEUS para
garantir injeções anestésicas no palato com total conforto.

LEMBRETES:

• Utilizar agulha – G 30 Curta.
•Não é necessário anestésico tópico.
•Não é necessário ASPIRAçãO.
• PROCEDIMENTO ANESTéSICO EM 3 PASSOS (Lembrete: A PUNçãO INICIAL E INTRODUçãO DA AGULHA
são iguais ao da TASA). No PASSO 3 a agulha deve tocar levemente o osso.

BLOQUEIO DO NERVO PALATINO MAIOR

INDICAçõES (maxila região posterior ):

As anestesias da região posterior maxila pela Técnica Anestésica PALATINA – NíVEL SUPRAPERIOSTAL
é indicada:
• Cirurgias periodontais na fibromucosa palatina da região posterior.
• Anestesia de complementação para outros tipos de cirurgia.

VANTAGENS

• Aplicação anestésica totalmente indolor – a Velocidade de Injeção (VAZãO) foi ajustada no MORPHEUS
para garantir injeções anestésicas no palato com total conforto.

LEMBRETES:

• Utilizar agulha – G 30 Curta.
•Não é necessário anestésico tópico.
• é necessário ASPIRAçãO.
• PROCEDIMENTO ANESTéSICO EM 3 PASSOS (Lembrete: A PUNçãO INICIAL E INTRODUçãO DA AGULHA
são iguais ao da TASA). No PASSO 3 A agulha deve tocar levemente o osso.

04 – INTRALIGAMENTAR

VANTAGENS

• Aplicação totalmente indolor – a Velocidade de Injeção (VAZãO) foi
ajustada no MORPHEUS para garantir uma aplicação totalmente
confortável.

LEMBRETES:
• Utilizar agulha – G 30 Extra Curta
•Indicado para toda a arcada dentária.
• PROCEDIMENTO ANESTéSICO EM 3 PASSOS (A PUNçãO INICIAL E
INTRODUçãO DA AGULHA são iguais ao da TASA).
• Não é necessário ASPIRAçãO.
• A Técnica Anestésica INTRALIGAMENTAR por ter grande eficácia e agora
sendo indolor, passa a ter melhor indicação nos casos onde era utilizado a
Técnica Anestésica Intrapulpar.
• Para os dentes multiradiculares é indicado uma aplicação por distal e outra
por mesial no dente em tratamento.
• Após a utilização da Técnica Anestésica INTRALIGAMENTAR, em caso de
suspeita de infecção periodontal, recomenda-se ao profissional alertar o
paciente para uma possível infecção e, neste caso, realizar uma terapia
com antibiótico.

Técnicas Avançadas
05 – CA-ZOE PRE
06 – CA-ZOE MOLAR
07 – TASA
08 – CA-ZOE PEDIáTRICA
09 – TASA PEDIáTRICA

05, 06 e 08 TéCNICA CA-ZOE
(Adaptada para o MORPHEUS)

Técnica anestésica mandibular CA-ZOE
Crista Alveolar / Zona Ossea Esponjosa (CA-ZOE)

Avançada porque inova completamente o conceito de aplicação anestésica: Substitui*, ** com grandes vantagens a técnica anestésica regional de mandíbula em casos de dentisteria, endodontia, preparos protéticos em dentes vivos, entre outras aplicações. A grande inovação está no fato da anestesia se estabelecer somente nos dentes (pré molares e molares inferiores), isentando a desagradável sensão de "boca dura" própria da técnica anestésica regional de mandíbula.

*"com sucesso equivalente ao da técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior" - Texto extraido da CONCLUSãO DA PESQUISA CIENTíFICA Unicamp abaixo. 

EFICáCIA ANESTéSICA DA ARTICAíNA E LIDOCAíNA EM ANESTESIA INTRA-SEPTALTéNICA CAZOE COM O DISPOSITIVO DE INJEçãO CONTROLADA MORPHEUS

Amaral VM, Franz-Montan M, Groppo FC, Volpato MC

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA / UNICAMP - área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica.

**"com sucesso equivalente ao da técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior" - Texto extraido da CONCLUSãO DA PESQUISA CIENTíFICA  Unicamp abaixo. 

AVALIAçãO DE TRêS SISTEMAS DE INJEçãO ANESTéSICA EM ANESTESIA INTRA-SEPTAL – TéCNICA CAZOE

Aialla NL , Franz-Montan M, Groppo FC, Volpato MC.

As principais vantagens da CA-ZOE em relação à Regional de Mandíbula são:

  - Fácil aplicação,

  - Maior índice de sucesso, 

  - Anestesias com maior eficácia,

  - Melhor controle no tempo de duração da anestesia,  

  - Menor risco de injeções intravasculares

  - Menores riscos de injeções intra vasculares - A punção da agulha é feita na crista alveolar e não na região retromolar,

  - Menor risco de parestesia por lesionamento de nervo por trauma produzido pela própria ação da agulha, 

  - Maior conforto de anestesias restritas aos dentes,

  - Maiora segurança para o paciente devido a sua baixa toxicidade, por necessitar de menor volume de anestésico,

O índice de sucesso nas anestesias pela técnica CA-ZOE é superior quando comparado com a Regional de Mandíbula, este fato já foi comprovado científicamente em pesquisa realizada na Unicamp.

Utiliza a papila gengival como via de acesso. O depósito do anestésico é feito na Crista Alveolar. 

Devido o fato da CA-ZOE ser aplicada em tecido ósseo, só pôde ser viabilizada com sucesso graças à mecanização precisa do processo de injetar do MORPHEUS e da utilização de agulhas extra-curtas (30G extracurta/0,30X1/2”).

TRABALHOS CIENTíFICOS

EFICáCIA ANESTéSICA DA ARTICAíNA E LIDOCAíNA EM ANESTESIA INTRA-SEPTAL TéCNICA CAZOE COM O DISPOSITIVO DE INJEçãO CONTROLADA MORPHEUS

Amaral VM, Franz-Montan M, Groppo FC, Volpato MC

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA / UNICAMP - área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica.

INTRODUçãO

O medo da dor decorrente do tratamento odontológico é uma das principais causas de cancelamento de consultas e recusa ao tratamento odontológico (Meechan, 2002). A anestesia local, necessária para promover bloqueio da condução de estímulos dolorosos, também promove dor, sendo o principal motivo de esquiva ao tratamento odontológico (Milgrom et al., 1997).
Técnicas alternativas, que anestesiam uma área menor e que possam ser potencialmente menos dolorosas, como a Cazoe, variação da técnica intra-septal, tem sido estudadas. Além das técnicas alternativas para anestesia tanto na maxila, quanto na mandíbula, vários experimentos têm sido realizados a fim de comparar a eficácia anestésica da articaína, em relação às demais amidas de ação intermediária de ação. Por apresentar anel tiofênico ao invés do anel benzênico, como as demais amidas, têm sido proposto que a articaína apresenta melhor difusão através dos tecidos, devido ao aumento da lipofilicidade (Lipp & daublander, 1999). Apesar das controvérsias sobre sua efetividade, o uso de articaína tem aumentado em vários países, em detrimento de outros sais anestésicos, bem como sua utilização em técnica infiltrativa na mandíbula (Jung et al., 2008).

OBJETIVO

Avaliar a eficácia anestésica da articaína 4% comparada à lidocaína 2% (associadas à epinefrina 1:100.000) administradas na crista óssea alveolar da região de molares inferiores com o dispositivo de injeção controlada Morpheus®.

RESULTADOS

Tabela 1. Sucesso (%), latência e duração da anestesia [mediana (1° e 3° quartis) em minutos] pulpar e em tecidos moles, obtidas com a injeção de 1,1mL das soluções de lidocaína 2% e articaína 4%, ambas com epinefrina 1:100.000, pela técnica Ca-Zoe, com o dispositivo de injeção Morpheus.

CONCLUSãO

As duas soluções anestésicas foram eficazes em promover anestesia pela técnica Ca-Zoe, com sucesso equivalente ao da técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior, no primeiro e segundo molares inferiores, sem diferenças significantes entre elas.

AVALIAçãO DE TRêS SISTEMAS DE INJEçãO ANESTéSICA EM ANESTESIA INTRA-SEPTAL – TéCNICA CAZOE

Aialla NL , Franz-Montan M, Groppo FC, Volpato MC.

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA/ UNICAMP - área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica

INTRODUçãO

O medo da dor durante o atendimento odontológico é um dos principais motivos da aversão a esse tratamento (Meechan, 2002). Embora a anestesia tenha a função de bloquear a sensibilidade dolorosa, também pode promover dor.
O bloqueio do nervo alveolar inferior (NAI), técnica mais utilizada para tratamento de molares mandibulares, também leva à dor durante sua execução. A técnica Ca-Zoe (crista alveolar / zona óssea esponjosa), variação da técnica intra-septal, é uma alternativa ao bloqueio do NAI e foi descrita (Meibach, 1997) para uso nesses dentes, sendo realizada com dispositivos de injeção controlada.

OBJETIVO

O objetivo deste estudo foi avaliar a anestesia proporcionada por um dispositivo de fabricação nacional de injeção controlada (Morpheus®) comparando-o com o sistema tradicional de injeção – seringa Carpule e com um dispositivo de injeção controlada de fabricação norte-americana (The Wand®), por meio da administração de lidocaína 2% associada à epinefrina 1:100.000, na crista óssea alveolar da mandíbula (técnica Ca-Zoe), na região de molares inferiores do lado direito.

CONCLUSãO

Os 3 dispositivos foram eficazes em promover anestesia pulpar pela técnica Ca-Zoe (variação da técnica intraseptal), com sucesso equivalente ao da técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior, no primeiro e segundo  molares inferiores. Para o primeiro molar inferior o dispositivo MORPHEUS apresentou maior taxa de sucesso que os demais sistemas injetores.

Utilização da técnica anestésica CA-ZOE para restauração de dentes posteriores inferiores em Hemofílicos sem necessidade de reposição de hemoderivados.

Pedro Luís CAPP; Luiz Alberto V. SOARES JR; Jorge Ferreira de ARAUJO; élbio Antonio D’AMICO; Alceu MEIBACH; Eliane G. B. PRADO

Pacientes portadores de hemofilia A e B, necessitam de reposição de hemoderivados (fator VIII ou IX concentrado e liofilizado) para realização do bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior através da técnica convencional (Ptérigo-mandibular), para a execução de procedimentos restauradores em molares e pré-molares inferiores. O objetivo deste trabalho é demonstrar a utilização de técnica anestésica alternativa chamada CA-ZOE (crista alveolar zona óssea esponjosa) em pacientes hemofílicos A e B, onde foram realizadas restaurações de molares e pré-molares inferiores nestes pacientes sem a necessidade da reposição de hemoderivados.

07 e 09 TéCNICA TASA
(Adaptada para o MORPHEUS)

TASA - Técnica Anestésica Subperióstea Avançada

A anestesia subperióstea tradicional, embora muito poderosa em sua eficácia, é relativamente pouco utilizada, quando o instrumento de injeção utilizado é a seringa carpule, por provocar rompimento do periósteo, causando muita dor tanto na aplicação como no pós-operatório. A força necessária neste tipo de injeção faz com que haja uma entrada violenta do líquido anestésico que
penetra no interior do periósteo forçando espaços para acomodar-se provocando o descolamento dos tecidos e dor intensa. Com o controle e precisão do MORPHEUS estes efeitos colaterais foram eliminados preservando-se somente sua extrema eficácia. Trata-se de uma mudança surpreendente, uma quebra de paradigma na Anestesiologia, que transforma a anestesia subperióstea numa técnica de primeira escolha, sem contra-indicações.
Não é milagre, é controle! Harmonizando força de injeção de um equipamento robusto como é o MORPHEUS com sua velocidade bem controlada, foi possível pesquisar e criar a TASA. Esta técnica subperióstea alia suavidade (velocidade muito lenta) e regularidade (força constante e sustentada ) na injeção do anestésico durante todo o procedimento, respeitando o tempo de absorção natural do líquido anestésico pelos tecidos, sem haver rompimentos teciduais e SEM DOR. Além disto, é programada para entregar uma DOSE muito precisa para as necessidades de cada trabalho, levando mais segurança aos pacientes.
O MORPHEUS na Técnica Anestésica TASA injeta a droga anestésica na proporção exata da capacidade do tecido ósseo absorver toda a quantidade nele depositada. Dessa forma, o anestésico não se acumula entre o periósteo e o osso o que evita descolamento de tecido perióstico e conseqüências, como dores durante os procedimentos e no pós operatório. Todo o volume injetado entra pelas trabéculas ósseas alcançando os ramos nervosos a serem anestesiados o que explica não haver acúmulo da droga neste sítio tecidual. Uma analogia que pode ilustrar este processo é imaginar o osso esponjoso ou trabeculado como uma esponja onde cada furo(trabécula) funciona como um ralo. Para que não haja acumulo de líquido, este precisa ser colocado no ritmo e volume equilibrados com a capacidade de vazão do ralo.

EFICáCIA

1. Maior eficácia. Como no caso das anestesias intraósseas, as subperiósteas são também mais eficazes porque, diferentemente da tradicional Infiltrativa (fundo de saco), o líquido anestésico acessa mais facilmente os feixes nervosos do dente alvo.
2. Maior eficácia. A literatura especializada confirma a eficácia: “As técnicas intra-ósseas e periósseas vem sendo defendidas tanto para a anestesia primária quanto para a complementar, quando outras infiltrações locais falharam em produzir a anestesia adequada” .


 CONFORTO PARA O PACIENTE

1. Anestesia SEM DOR. Ausência total de dor durante os procedimentos e no pós-operatório (100% casos). Pacientes mais relaxados e confiantes.
2. Fim da “boca dura”. Os efeitos anestésicos localizados somente nos dentes trazem grande conforto para o paciente que já ao sair da consulta pode esquecer que tomou anestesia. O anestésico em nível subperiósteo injetado em baixas velocidades de vazão é absorvido quase que integralmente pelo
trabeculado ósseo, não atingindo os tecidos moles (NOVIDADE). Anestesias restritas aos dentes acontecem em quase 100% dos casos na região posterior da maxila. Na região anterior da maxila há um efeito da anestesia nos tecidos moles do rosto porém, muito leve se comparado com métodos de aplicação convencionais, como é no caso da técnica Infiltrativa (fundo de saco) aplicada com seringa anestésica (carpule).
3. Sem “medo do dentista”. Melhor controle da ansiedade resultante das aplicações totalmente indolores.

 

CONFORTO PARA O DENTISTA:

1. Fácil aplicação. Habilitação da via palato para aplicações subperiósteas. A injeção do anestésico é feita através do palato, em nível profundo, com a agulha tocando no tecido ósseo. O ponto da descarga do anestésico é próximo da região periapical.
2. Melhor recurso para o trabalho com Odontologia Estética. Com o MORPHEUS aliando o acesso pela via palatina com o menor efeito anestésico nos tecidos moles, o paciente mantém a musculatura da boca e rosto naturalmente relaxada, permitindo ao dentista realizar provas de trabalhos protéticos anteriores como jaquetas e restaurações extensas com melhores condições de sucesso.
3. Instalação da anestesia ultra rápida.

SEGURANçA:

1. Baixa toxidade - Maior segurança - anestesias eficazes com doses reduzidas. Com 1/3 de cartucho anestésico é possível realizar quase todos os tipos de procedimentos clínicos odontológicos. Na região anterior da maxila a dose pode ainda ser reduzida para 1/6 de cartucho anestésico.

TASA: Técnica Anestésica Subperióstea Avançada (sem dor)
Alceu Meibach

QUEBRA DE PARADIGMA

Bombana, A C comenta que o emprego da técnica subperióstea convencional “é entendido como válido somente a partir do momento que todos os recursos rotineiros de infiltração e bloqueio estiverem esgotados. Essa observação cresce em importância, ao lembrar que essas técnicas anestésicas complementares são muito doloridas, além de provocarem traumatismo tecidual maior, quando em relação às técnicas convencionais”.
As poderosas anestesias subperiósteas agora farão parte no dia a dia da Odontologia.

Utilizando o MORPHEUS, capaz de ajustar a velocidade de administração e a dosagem do anestésico, o autor passou a trabalhar com essas variáveis e a observar a sintomatologia obtida para a técnica subperióstea na sua fase operatória e pós-operatória. Um novo comportamento hidráulico da solução anestésica no sítio ósseo e periósteo aconteceu quando a velocidade de injeção foi estabelecida em 0,3 ml/mim de aplicação. O volume injetado neste sítio  passou a ser totalmente absorvido pelo osso, ou seja, todo o volume de líquido anestésico passou a ser permeado pelo trabeculado ósseo, deixando de acumular no nível subperiósteo, evitando causar traumas a este tecido. Na prática esta técnica passa a ser totalmente indolor e de indicação rotineira. O trabalho foi realizado com base em observações clínicas, abrangendo 2.500 casos no período de trinta meses.

LEMBRETES:

 Utilizar agulha - G-30 Curta
 Qualquer anestésico pode ser utilizado no MORPHEUS, entretanto, melhores resultados e mais regulares foram observados quando utilizados anestésicos de até 1 (um) ano de tempo de fabricação.
 Certificar se o anestésico está em boa qualidade. Todo anestésico, se em algum momento, desde sua fabricação, até sua utilização ficou exposto a temperaturas acima de 25°C perde parte de sua qualidade e principalmente tem seu tempo de latência aumentado.
O MORPHEUS foi ajustado para injetar anestésico em velocidade precisa, de forma que, ao injetar certo volume da droga, antes mesmo que ela venha a exercer compressão nos feixes nervosos e provoque dor, o
efeito da anestesia é estabelecido. Esse tempo, também chamado de latência da droga, quando aumentado, nos casos onde a anestesia já perdeu sua qualidade, fica desajustado com a velocidade de injeção que foi estabelecida no MORPHEUS como residente para impedir a dor, assim, os bons e regulares resultados deixam de acontecer. O ajuste da velocidade de injeção (vazão) estabelecido no MORPHEUS para evitar a dor foi baseado em anestésicos de boa qualidade, ou seja, com sua latência normal.

 

Avaliação da ansiedade da criança frente ao ato anestésico através do batimento cardíaco comparando-se dois tipos de injetores: convencional X eletrônico.

GLORIA DE F. GINJA, ILIANA M. FECURY DE LIMA

Este trabalho tem por tema a avaliação da ansiedade da criança frente ao ato anestésico, através do monitoramento do batimento cardíaco. Utilizou-se dois tipos de injetores: convencional e eletrônico. Os pacientes que receberam a punctura com o injetor eletrônico primeiramente tiveram na segunda intervenção uma redução de 80% no batimento cardíaco nas três primeiras tomadas, contra 20% dos pacientes que receberam o injetor convencional. Ambos os métodos passam a ser válidos a partir da 4a tomada do batimento cardíaco, desde que sejam respeitadas todas as etapas do ato anestésico e, que mais estudos devem ser feitos nesta área.


Posologia
Além das técnicas pré-gravadas (Convencionais e Avançadas), o MORPHEUS permite ao Clínico Operador e ao Pesquisador programarem a POSOLOGIA para administrações personalizadas de anestésicos. Esta função é exclusiva deste injetor, com patente requerida em diversos países pela Meibachtech Ltda. Com base em uma gama de velocidades e dosagens combináveis, o usuário pode programar e gravar até 11 novos e diferentes PROGRAMAS (10 ao 20), todos dentro do limite de segurança em aplicações anestésicas, isto é, a máxima velocidade de injeção programável é de 1.00 ml/min, recomendada por especialistas.
Aspiração

De execução prática e totalmente automática a função de ASPIRAçãO para prevenção de injeções intravasculares, pode ser utilizada quantas vezes forem necessárias durante um procedimento, com apenas um toque na chave apropriada, presente na parte superior da PEDALEIRA.

ASPIRAçãO AUTOMáTICA - etapas:
1. A injeção é interrompida
2. Imediatamente ocorre o retrocesso do êmbolo da CANETA APLICADORA - este movimento puxa a borracha do cartucho anestésico (estope) para traz promovendo a ASPIRAçãO.
LEMBRETE: A borracha do cartucho anestésico deve estar presa na FISGA (presente na ponta do êmbolo) e isto, deve ter sido verificado durante a montagem do ESTOJO PARA CARTUCHO, no início da utilização do MORPHEUS.
3. Ocorre uma parada do êmbolo por 3 (três) segundos para verificação da presença ou não de sangue dentro do cartucho anestésico.
4. Novamente o êmbolo se movimenta para frente e se posiciona no mesmo local onde ele se encontrava no início do procedimento da ASPIRAçãO.
Uma ASPIRAçãO completa leva aproximadamente de 15 segundos, durante este tempo o Display apresenta a mensagem: “ASPIRANDO”.
Ao final do procedimento automático de ASPIRAçãO, um sinal de áudio é emitido pelo MORPHEUS e o Display apresenta a mensagem: “FIM DA ASPIRAçãO”. 

Embalagem

A embalagem standard do MORPHEUS foi desenvolvida em caixa de papelão. As partes do MORPHEUS são encaixadas na embalagem para total proteção contra batidas acidentais durante o transporte do equipamento.
Opcionalmente uma embalagem luxo desenvolvida em resistente MALETA, acochoada internamente com espuma de poliuretano, acomodam as partes do equipamento com praticidade e elegância. A embalagem luxo foi concebida para facilitar o transporte do equipamento, especialmente para profissionais que trabalham em mais de um local ou circulam entre vários ambientes de atendimento como, por exemplo, o meio acadêmico.